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Navegações na Amazônia: Anavilhanas, Jaú, Jauaperi e Xixuaú

Conhecer a Amazônia de verdade passa, quase sempre, pelos rios. Navegar por eles é entrar em um mundo onde o cenário nunca se repete, com ilhas, igarapés, praias, comunidades ribeirinhas e fauna que só existe por lá. Entre tantos lugares possíveis, quatro se destacam pelas experiências que oferecem: Anavilhanas, Jaú, Jauaperi e Xixuaú.

A seguir, o Blog Vida ao Ar Livre apresenta cada um desses destinos.

Anavilhanas

Anavilhanas é o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 400 ilhas na região do baixo Rio Negro. Suas florestas densas, praias de água escura e biodiversidade fazem dele um destino clássico e instigante para uma navegação pela Amazônia.

Durante a navegação, as experiências incluem mergulho com botos-cor-de-rosa, visita à comunidade indígena Tuiuka, trekking pela floresta primária e até a opção de escalar árvores gigantes. Antes de chegar ao arquipélago, o roteiro passa pelo Encontro das Águas, o espetáculo natural em que os rios Negro e Solimões correm paralelos por 8 km sem se misturar.

A jornada começa em Manaus, a bordo de embarcações premium de dois ou três andares, com paradas para passeios de canoa em regiões ricas em fauna e flora. Diferente de outras áreas da Amazônia, o Rio Negro quase não tem mosquitos e guarda uma das porções mais selvagens e preservadas da floresta.

Confira aqui o roteiro de navegação para Anavilhanas.

Foto: Expedição Katerre

Jaú

O Parque Nacional do Jaú é o maior parque florestal de água doce do mundo, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade. Suas trilhas, igarapés e cachoeiras permanecem pouco explorados, preservando uma Amazônia selvagem e ainda cheia de mistérios.

A expedição parte de Novo Airão, cidade que guarda também as ruínas de Velho Airão, antigo povoado português às margens do Rio Negro que viveu seu auge no Ciclo da Borracha. Além da herança colonial, a região também possui registros arqueológicos de antigas tribos indígenas, como cerâmicas e petroglifos.

O roteiro de navegação pelo Jaú combina tudo isso em uma experiência completa: observação de animais como ariranhas, botos e preguiças, caminhadas em floresta primária, banhos de cachoeira e encontros com comunidades ribeirinhas. É o tipo de viagem que revela a Amazônia em todas as suas camadas: natural, histórica e cultural.

Confira aqui o roteiro de navegação para o Parque Nacional do Jaú.

Foto: Expedição Katerre

Jauaperi 

Entre o Amazonas e Roraima, o Rio Jauaperi é a linha d’água que separa os estados e guarda uma das áreas mais intocadas da Amazônia. Suas águas cor de âmbar correm entre florestas de igapó, praias e comunidades ribeirinhas que vivem em sintonia com a floresta.

Uma delas é a comunidade de Itaquera, conhecida pelo artesanato local e por um trabalho exemplar de conservação: o projeto de proteção de quelônios. De dezembro a fevereiro, milhares de filhotes de tartaruga nascem nas praias protegidas, um espetáculo único que une comunidade e conservação.

Além da vida selvagem e da beleza natural, o Jauaperi costuma se conectar a outros destinos próximos, como Anavilhanas, Jaú e Xixuaú, formando uma rota de navegação que mostra a Amazônia em diferentes cenários.

Confira aqui o roteiro de navegação para Jauaperi.

Foto: Expedição Katerre

Xixuaú 

A Reserva Xixuaú, no alto Rio Jauaperi, é um dos lugares mais remotos e preservados da Amazônia. Por lá, as navegações exploratórias acontecem em canoas a remo, sem motores, mantendo o silêncio necessário para chegar bem perto dos animais. 

Entre banhos em lagoas cristalinas, remadas por igapós quase intocados e a observação da fauna submersa, cada momento aproxima os visitantes da essência da floresta. No Xixuaú, a natureza ainda dita o ritmo, e as comunidades locais trabalham lado a lado para proteger esse santuário amazônico.

Esse é o ponto final, mais ao norte, da rota de navegação que também passa por Anavilhanas, Jaú e Jauaperi. Depois da imersão silenciosa no Xixuaú, a viagem segue de volta em uma embarcação premium de dois ou três andares.

Confira aqui o roteiro de navegação para Xixuaú.

Foto: Expedição Katerre

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