Tudo sobre a Travessia dos Lençóis Maranhenses

Todo mundo conhece os  Lençóis Maranhenses, seja ao vivo ou virtualmente. Apesar de ser um destino turístico bastante visitado, existem rotas alternativas que poucos conhecem.  Então prepare-se para muita caminhada. Hoje, o Blog Vida ao Ar Livre te conta tudo sobre a Travessia dos Lençóis Maranhenses.

Onde ficam e como chegar aos Lençóis Maranhenses?

Como o nome já indica, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses pertence ao estado do Maranhão, situado no seu litoral oriental, às margens do Rio Preguiças. A sua área se estende por mais de 155 mil hectares, e abrange os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas

Para chegar aos Lençóis Maranhenses, é preciso pegar um voo com destino à São Luís, capital do estado. De lá, você segue de carro, em um percurso de 260 km que dura aproximadamente 4 horas, até a cidade de Barreirinhas, considerada a principal “porta de entrada” para o parque.

Já dentro do parque, o deslocamento ocorre à pé. Essa é uma experiência única, passando por lugares que pouquíssimas pessoas já passaram. Inclusive, o roteiro não conta com um caminho “específico” definido, visto que o caminho escolhido é sempre aquele onde não se vê mais ninguém além do próprio grupo com o que se viaja.

Melhor época para fazer a Travessia dos Lençóis Maranhenses?

Em todas as regiões próximas à Linha do Equador, as épocas de seca e chuva costumam ser bem demarcadas, e aqui não é diferente. As chuvas estão concentradas durante o primeiro semestre do ano, e é nessa época que as famosas lagoas dos Lençóis, com seus tons de verde e azul reluzentes, são abastecidas com água. 

Assim, se você quer apreciar a região com todo o seu potencial turístico, é melhor agendar a sua viagem para o período entre os meses de junho e setembro. A partir de outubro, as lagoas começam a diminuir de tamanho e profundidade, ficando completamente secas quando chega o auge do verão.

Principais atrativos da Travessia dos Lençóis Maranhenses?
  • De Atins a Santo Amaro

Através da Travessia, é possível conhecer regiões pouco exploradas do parque, sem deixar de lado os pontos turísticos mais tradicionais. Barreirinhas é a cidade que nos apresenta aos Lençóis, de onde saem os passeios em direção ao Circuito da Lagoa Azul e o Circuito da Lagoa Bonita, os mais visitados da região. De lá, também é possível fazer um percurso de lancha pelo Rio Preguiças, passando pelas cidades de Vassouras, Mandacaru e Caburé.

Contudo, é no povoado do Canto do Atins que começa o trekking. O povoado é bem afastado, e apesar de ter se destacado pela prática de kitesurfing nos últimos anos, ainda tem aquele clima de paraíso isolado. Esse é o tom que permeia quase todos os dias da viagem. Baixa Grande é a comunidade seguinte, habitada por pouquíssimas famílias. Por estar localizado em uma região por onde passa rio, resultando na presença de vegetação, esse local também é considerado um dos dois “oásis” dos Lençóis.

Queimada dos Britos, o outro “oásis”, é um local visitado apenas por aqueles que fazem o trekking da Travessia. Embora o caminho até lá seja composto por dunas e lagoas, a comunidade em si é rodeada por vegetação, tornando possível que algumas pessoas morem lá. Todos os dias, começamos a caminhada bem cedo no dia, para evitar o sol a pino e conseguir chegar ao próximo destino na hora do almoço, ficando com a tarde livre.

Saindo de Queimada dos Britos, a próxima parada é o povoado de Betânia, às margens do Rio Alegre, onde é possível se banhar. A parada é bem rápida, pois, depois disso, seguimos com veículos 4x4 para Santo Amaro, onde fica a Lagoa da Gaivota, e então para o povoado do Sangue, onde um traslado privado nos leva de volta a São Luís.

Porém, tudo isso não vem sem esforço algum: são três dias de trekking que totalizam aproximadamente 35 km de caminhada com muitas subidas e descidas de dunas, exigindo quadríceps bem fortalecidos. O sol também costuma ser bastante intenso, portanto é preciso prestar atenção nas roupas levadas para as caminhadas e não esquecer da proteção solar.

  • Contato cultural

Ao optar por fazer a Travessia dos Lençóis Maranhenses, você tem a oportunidade de estabelecer um maior contato com as comunidades locais, e entender como é viver em uma região onde a natureza é quem dita as regras. Afinal, a maior parte das refeições são realizadas nas casas de moradores locais, assim como os pernoites, que ocorrem em redários. 

Ou seja, não faltarão chances de realizar trocas de experiências com essas pessoas. O resultado é a geração de impacto social, ambiental e econômico positivo, levando renda para a comunidade local. Tudo isso estando rodeado por uma das paisagens mais belas do Brasil.

Agora que você já sabe tudo sobre a Travessia dos Lençóis Maranhenses, não perca tempo e agende sua viagem! Para você não ter que se preocupar com a logística, conte com os serviços da Pisa Trekking. Especialistas em ecoturismo, oferecemos várias opções de pacotes para o Maranhão. Confira todos aqui, tire todas as suas dúvidas com nossos atendentes e curta seu passeio!

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