Desfile de múmias no Egito chama atenção para novo museu

No dia 3 de abril, a cidade de Cairo, no Egito, foi palco para um desfile de múmias que tinha como objetivo transportá-las do Museu Egípcio em direção ao seu novo local de descanso, o Museu Nacional da Civilização Egípcia. As múmias pertenciam à realeza da Era de Ouro do Egito, e o evento buscou atrair atenção à rica história dessa nação, em um momento de estagnação do turismo por conta da COVID-19.

Realeza nas ruas

O espetáculo contou com 22 múmias, sendo 18 reis e 4 rainhas, que foram transportadas seguindo a ordem cronológica dos seus reinados. Quem liderou a procissão foi Seqenenre Taa II, que reinou no século XVI, e quem a encerrou foi Ramsés IX, que governou a região no século XII a.C. 

Uma das principais atrações da noite foi Ramsés II, que se tornou famoso por ter levado o Egito à sua era mais próspera até então, e que assinou o primeiro tratado de paz da história. Outro destaque foi a rainha Hatshepsut, que ascendeu ao governo egípcio mesmo quando, segundo os costumes da sua época, mulheres não se tornavam faraós. 

Foto: Reprodução da transmissão do evento

As múmias haviam sido descobertas em dois “lotes” diferentes, em 1881 e 1898, em templos subterrâneos localizados na região do Vale dos Reis, em Luxor, antiga capital do Egito. 

Cada múmia foi carregada em uma cápsula especial preenchida com nitrogênio, de forma a protegê-las de bactérias, fungos e insetos, e transportadas em carros projetados para garantir estabilidade e absorver choques. Fazendo alusão aos barcos que eram utilizados para transportar os corpos dos faraós às suas tumbas, os carros também foram enfeitados com “asas” e design faraônicos. 

O evento contou com a participação de celebridades locais, da Orquestra Sinfônica da Ópera do Cairo - incluindo um coral cantando na língua egípcia antiga -, de carruagens puxadas por cavalos, salvas de tiros, além de jogos de luzes que projetavam os nomes dos faraós no céu. 

Foto: Reprodução da transmissão do evento

Novo museu abre para o público

Tudo isso foi feito com o objetivo de atrair o interesse de turistas para as riquezas históricas e culturais do Egito. O turismo é uma das principais fontes de renda do país, sendo responsável por quase 12% da sua economia. De acordo com o site de notícias Arab News, cerca de 3,5 milhões de turistas visitaram o país em 2020, comparados aos 13 milhões que o fizeram em 2019.

O evento também buscou chamar atenção ao Museu Nacional da Civilização Egípcia, que apesar de ter sido inaugurado em 2017, abriu completamente ao público apenas no dia 5 de abril deste ano. O museu é o primeiro a abordar a civilização egípcia como um todo, e não só a Antiguidade. As múmias transportadas no evento serão exibidas em uma sala que dará a impressão de se estar em uma tumba de verdade, com inscrições iguais àquelas encontradas originalmente. 

Outro museu muito aguardado é o Grande Museu Egípcio, construído na cidade de Giza, próximo às pirâmides, cuja data de inauguração vem sendo adiada desde 2018. Ele será dedicado apenas ao Egito Antigo, e abrigará cerca de 50 mil artefatos, incluindo todos os tesouros de Tutancâmon. Atualmente, a inauguração do museu está agendada para setembro de 2021. 

Foto: National Museum of Egyptian Civilization - Facebook

Clique aqui para assistir ao vídeo do evento.

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