5 motivos para pedalar na Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina, na Bahia, é um destino de aventura clássico e imperdível. Mesmo que seja através de fotos, todos nós conhecemos seus imensos paredões rochosos e sua vegetação serrana que se estende até a vista não alcançar mais. Viagens de carro e trekking são as maneiras mais comuns de desbravar a região, mas, se você quer redescobri-la e apostar em um roteiro diferente, confira 5 motivos para pedalar na Chapada Diamantina.

Mountain bike clássico e técnico

O roteiro de cicloturismo na Chapada Diamantina abrange uma distância total de 141 km ao longo de quatro dias, e é indicado tanto para pessoas ativas, mas que não têm tanta experiência em passeios de bicicleta, quanto para ciclistas intermediários e avançados que querem férias divertidas, aproveitando algumas colinas todos os dias.

Alguns trechos de pedalada são em estradas secundárias pavimentadas, bem como em estradas de terra batida com pouco tráfego. Nesses momentos, é possível soltar as pernas, relaxar e sentir a energia do lugar. Esse é o caso dos passeios pela faceta sul da Serra do Sincorá, que esconde belezas naturais incríveis, e pelas cidades que rodeiam a região, como Mucugê, Igatu e Andaraí, que ganham um dia inteiro de destaque.

Outros trechos são mais técnicos e desafiadores, mas a grande vantagem é que a Chapada Diamantina possui algumas das rotas de single track mais paradisíacas do país. O terceiro dia de pedal, por exemplo, que nos leva de Andaraí a Lençóis, passa por trilhas que cortam rios e riachos, em um estilo completamente off-road. 

O último dia de pedal também é mais exigente, mas compensador. A rota corta a Serra do Sincorá ao meio, da sua borda oeste a leste, permeando os vales que formam os cenários incríveis que inspiraram as primeiras edições do Brasil Ride, conhecida ultramaratona de mountain bike. Em média, a distância diária é de 35 km, sendo que ciclistas avançados podem optar por circuitos e extensões mais exigentes.

Cachoeiras e rios pelo caminho

Nada melhor do que um refrescante banho de rio ou cachoeira após horas de deslocamento. Na Chapada da Diamantina, o que não faltam são oportunidades para fazer isso. De Lençóis a Ibicoara, acredita-se que existam aproximadamente 200 quedas d’água, cada uma com características únicas e que embelezam a paisagem.

Uma das cachoeiras que encontramos ao longo do roteiro é a Cachoeira do Buracão, um conjunto de quedas localizadas ao final de um pequeno cânion inundado, e um dos passeios mais recomendados na região. Para acessá-la, é obrigatório o acompanhamento de guias credenciados e a contratação de equipamento especial para flutuação, embora isso já esteja incluído no roteiro de cicloturismo.

Outra é a Cachoeira do Roncador, que impressiona por suas banheiras de hidromassagem naturais e escorregadores em pedras lisas que levam a um enorme poço, onde é possível relaxar e se recuperar das atividades do dia. Também há o Poço do Diabo, que se destaca por ser bastante refrescante e conta com infraestrutura de lanchonete, lojinha de souvenires e banheiro.

Pernoites em pousadas

Ao final de cada dia de viagem, é possível retornar para uma das cidades localizadas nos entornos do parque e passar a noite lá. Em Mucugê, por exemplo, uma opção de hospedagem é o Hotel Alpina, que conta com um design charmoso e aconchegante, além de piscina, bar e quartos com minibar e WiFi gratuito.

Em Andaraí, há a Pousada Sincorá, onde as suítes são equipadas com ar-condicionado, frigobar e WiFi, e cuja gastronomia é baseada em ingredientes orgânicos retirados da própria horta da pousada, localizada próximo ao pantanal dos Marimbus. 

Foto: Pousada Sincorá

Já em Lençóis, o Hotel de Lençóis possui restaurante, adega, sala de leitura, salão de jogos, sauna e piscina com jacuzzi, e quartos com TV e frigobar. Ele está situado na região alta da cidade, proporcionando uma belíssima vista da sua paisagem de casario colonial, além de contar com um bosque particular de 4 hectares cheio de árvores. 

Por fim, no Vale do Capão, a Pousada Casa da Trilha está completamente integrada à natureza, cercada pelo Morro Branco e com vista para a Cachoeira do Batista, e dispõe de chalés com banheiros privativos. Ter uma boa noite de sono garantida é uma grande vantagem em um roteiro ativo e fisicamente exigente como esse.

Foto: Casa da Trilha - Facebook

Passeios por diferentes cidades

Como é possível notar, o cicloturismo na Chapada Diamantina não tem foco apenas na natureza. As cidades citadas anteriormente, bem como Igatu, também apresentam um apelo próprio ao terem uma carga de cultura e história que é capaz de encantar qualquer visitante. Essas cidades foram construídas pelos barões do garimpo em meados dos séculos XVII e XVIII, e possuem arquitetura colonial e calçamento de pedras.

O povoado de Igatu, por exemplo, foi um dos maiores produtores mundiais de carbonado, atendendo à demanda das construções do Canal de Panamá, Metrô de Londres e os túneis que cortam os Alpes europeus. Hoje, por causa das suas ruínas de construções feitas com pedras, a região foi apelidada de “Machu Picchu brasileira”.

Mucugê também tem algumas peculiaridades, incluindo um curioso e belo cemitério bizantino, datado do século XIX e localizado em ao pé de um grande morro. As suas lápides brancas chamam atenção mesmo de longe, e, à noite, um holofote costuma iluminar o local para dar ainda mais destaque. Um dia de viagem é dedicado apenas para conhecer esses dois lugares.

Foto: Divulgação

Visão diferente de um dos parques nacionais mais bonitos do Brasil 

A Chapada Diamantina é um destino clássico do ecoturismo e do turismo de aventura no Brasil - porém, conhecê-la sobre duas rodas é algo realmente especial. Viajando de bike, você dará uma volta ao parque conhecendo lugares que poucos passam, mergulhando em cachoeiras refrescantes e pernoitando em pousadas confortáveis. Será uma viagem inesquecível em um dos parques nacionais mais bonitos do Brasil. 

O cicloturismo permite que a paisagem passe na velocidade perfeita, de maneira que seja possível contemplá-la mas não se cansar dela. A bicicleta também consegue passar por trilhas no meio da vegetação e por outros lugares onde carros não são permitidos, proporcionando um contato mais próximo com a natureza e com a própria Chapada.

Se você tem bom condicionamento físico e quer conhecer os principais atrativos turísticos, cidades e vilas dessa pérola brasileira, vale a pena treinar, subir em uma magrela e partir para a aventura.

Agora que você já conhece os 5 motivos para pedalar na Chapada Diamantina, que tal planejar a sua viagem? Para tanto, conte com os serviços da Pisa Trekking. Especialistas em ecoturismo, oferecemos várias opções de pacotes para a Chapada Diamantina. Confira todos aqui e tire todas as suas dúvidas com nossos atendentes!

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