Curiosidades sobre o Butão: O que fazer, quando ir e onde ficar?

Você já deve ter ouvido de algum amigo que a viagem dos sonhos estava tão lotada que era impossível ver o ponto turístico direito, não?! Pois bem, saiba que isso não acontece no Butão. Com um turismo bastante controlado pelo governo, muitos dos templos estarão lá só para você, a cultura intacta e preservada e a felicidade o que rege o dia-a-dia dos habitantes. Hoje, o Blog Vida ao Ar Livre mostra algumas curiosidades sobre o Butão e tudo mais que você precisa saber para conhecer um dos países mais autênticos do mundo.

Curiosidades sobre o Butão

Encravado na Cordilheira dos Himalaias, o Butão faz fronteira com dois gigantes: ao Norte, a China, e ao Sul, a Índia. E mesmo com toda desigualdade e problemas que assolam os dois países, o Butão se mantém como uma pérola da humanidade. E se você acha isso exagero, saiba que toda a população sabe ler, a fome passa longe do país, a saúde é acessível a todos, bens materiais não são valorizados; aliás, há pouco tempo, nem moeda, nem televisão existiam por ali.

Uma simples caminhada pelas ruas da cidade revela uma série de desenhos fálicos nas fachadas das casas, que servem para atrair prosperidade.

Por fim, além dos monges desempenharem papel importante no nome e na previsão do futuro das crianças, o país adotou a Felicidade Interna Bruta como índice para qualquer medida tomada pelo governo. Falando assim, é difícil imaginar. E é por isso que você deve colocar o Butão como seu próximo destino de viagem para pôr tudo à prova.

Como chegar no Butão?

Como parte da preservação da cultura e identidade, o acesso é bastante restrito. As duas únicas companhias que operam são a Bhutan Airlines e a Druk Air, ambas butanesas. Além disso, para chegar em Paro, único aeroporto internacional do país, você precisar partir de Bangkok na Tailândia, Kathmandu no Nepal, Singapura, Delhi e Mumbai na Índia ou Dhaka em Bangladesh.

Estando na rota, vale uma dica: lembre no check-in de pedir a sua companhia para ficar sentado do lado esquerdo na ida e direito na volta. O motivo? Apenas um colosso chamado Cordilheira dos Himalaias e seus “pequenos” braços chamados Monte Everest, Annapurna e companhia limitada. Se de cima a imponência já assusta, imagina de frente? É por isso que ela é vista como sagrada pelos butaneses.

Ah, e aos mochileiros e viajantes low-cost, o turismo independente não é permitido no Butão. Apenas com agências você consegue autorização para transitar no país. Isso sem contar que o governo cobra uma taxa por dia para quem entra em seu território (que estarão inclusas nos pacotes). Confira aqui alguns roteiros que a Pisa Trekking oferece.

O que fazer no Butão?

Para entender essa cultura, a primeira coisa a se fazer é explorar as cidades butanesas. São várias: Paro, Punakha e Thimphu, capital do país. E cada uma delas guarda um pedacinho diferente e especial.

  • As principais cidades butanesas:

Em Paro (2.200m de altitude) está, por exemplo, Ta Dzong, que até a década de 1960 servia de torre de observação, mas hoje é o museu nacional do Butão, com pinturas tibetanas e selos. Outro destaque é Rinpung Dzong, local onde ficam os monges de Paro, mas também o departamento administrativo e jurídico. Um choque interessante para entender a influência do budismo na vida das pessoas. E olha que os atrativos desta cidade não param por aqui, mas...

...sem dúvidas o maior destaque (de toda viagem, inclusive) é Taktsang Monastery. O cartão-postal do país é também conhecido como “Ninho do Tigre”, de onde, segundo a lenda, o Guru Rinpoche teria chegado às costas de uma tigresa e meditado por três anos, três meses, três semanas, três dias e três horas ainda no século VIII. Ele é o responsável por introduzir o budismo no Butão e, por isso, no século XVII o monastério foi construído em torno da caverna. Serão cinco horas entre subida, paradas, tempo no monastério e descida, mas acredite, as vistas e bandeirolas são lindas e espirituais.

A caminho de Punakha (1.242m), um dos pontos mais bonitos da viagem é Dochula Pass, uma passagem na estrada com 108 estupas e um monastério. E para completar a paisagem, em dias claros, é possível enxergar alguns picos ao fundo da casa dos 7.000m. Serão oito picos, incluindo Gangkar Puensum (7.497m), o mais alto do Butão.

Já em Thimphu (2.334m), visitando os principais atrativos, você sairá conhecendo bem detalhadamente a cultura do país: a Biblioteca Nacional, com seus textos e manuscritos budistas; a Escola de Artes & Artesanato, onde os alunos aprendem esculpir, pintar, forjar, carpintar e outras nove artes, agrupadas no que é chamado de Zorig Chusum, ou “Treze Artes”; o Museu Folk Heritage, com exibições de artefatos, equipamentos e ferramentas rurais; o Mercado de Artesanato, onde você pode adquirir tecidos, máscaras e joias locais. E estas são apenas uma parte dos pontos turísticos de Thimphu.

Você pode conhecer todas estas cidades neste roteiro.

  • Extensão para Bumthang:

Tudo que falamos até então se concentra na porção oeste do Butão, que é o que a maioria das pessoas que vem para cá conhecem. Agora, se você quiser explorar uma área ainda mais autêntica e preservada vale expandir sua viagem para o centro do país. Com menos infraestrutura turística, os deslocamentos são mais demorados, mas pode ter certeza que serão seis dias a mais de puro bucolismo das pequenas aldeias.

No caminho para Bumthang, por exemplo, no topo de uma colina está localizado Gangtey Gompa, uma escola de monges. Em Zugney, outra aldeia do caminho, pararemos para conhecer o centro de tecelagem, que usa pigmentos e processos naturais.

Mas é de fato em Bumthang onde se abre o leque de atividades; tanto é que você terá de ficar pelo menos três dias para aproveitar tudo que a região oferece. Serão templos (Kurjey Lhakhang e Jambay Lhakhang), mosteiros (Zangdopelri, Tamshing, Kunzangdra e Rimochen), castelos (Jakar Dzong), museus (Ugyen Choling), escolas (no vale Tang), lagos (Mebartsho, que significa “lago em chamas”) e aldeias (no vale Ura).

Destes, vale destacar Jambay Lhakhang, um dos 108 templos construídos sobre as partes do corpo de uma demônia suprema que impedia que o budismo se difundisse no primeiro milênio depois de Cristo. Não se sabe ao certo onde estariam todos estes templos, até porque vários deles sucumbiram com o tempo, mas os poucos ainda de pé são muito importantes para a religião. Aliás, para completar a mística, acredita-se que Jambay Lhakhang foi todo construído em um único dia. É pisar lá para sentir toda essa energia...

Flickr: Richard Mortel

Confira todos os detalhes do roteiro completo aqui.

  • Trekking no Annapurna e Poon Hill:

Como não é todo dia que viajamos para o outro lado do mundo, uma boa dica é aproveitar a passagem para Ásia para conhecer um país vizinho. Isso vale ainda mais quando você é obrigado a entrar no Butão através de um aeroporto das redondezas.

Uma das melhores opções é vir por Kathmandu, no Nepal. E isso não só porque ela é a mais próxima geograficamente, mas também porque você pode aproveitar para fazer um trekking pelas montanhas dos Himalaias, já que o governo butanês proíbe que se escale em suas montanhas.

E aqui duas ascensões perfeitas são o Campo Base do Annapurna e o Poon Hill. Afinal, depois de tanto contemplar os colossos de baixo e longe, a montanha quase que te chama a enfrentá-la. Saiba mais sobre o roteiro do Annapurna aqui e do Poon Hill aqui.

Quando ir ao Butão?

Como a maior parte da Ásia, é preciso se atentar ao regime de monções. Entre os meses de junho e setembro, que inclui o verão, as chuvas são mais intensas. Já de outubro a maio, que inclui o inverno, é a época ideal para viajar ao Butão. Em termos de temperatura, entre 1.500m e 2.500m, onde ficam a maior parte das principais cidades, o inverno registra de 1ºC a 16ºC. Acredite, bem melhor do que pegar um tempo chuvoso.

Já se a sua ideia for explorar as montanhas do Himalaia, a recomendação é um pouquinho diferente. Sim, você ainda precisará evitar as chuvas do verão, mas também a mais de 5.000m de altura, o frio do inverno em ar mais rarefeito passa a atrapalhar. Afinal, estamos falando de temperaturas menores que -10ºC.

Nesse caso, se você tiver bastante disponibilidade, o melhor mês para desbravar Annapurna ou Poon Hill é outubro. Caso contrário, em meados de setembro e novembro, a expedição também está garantida!

Onde ficar no Butão?

Estar do outro lado do mundo não significa que você não terá comodidade. Pelo contrário, você terá direito a um cardápio de iguarias butanesas, chinesas e indianas, e até spa no Kisa Hotel, em Thimphu, salas de ioga e meditação no Yangkhil Resort, em Trongsa, e banho de pedra quente, massagem e salão de beleza em Metta Resort & Spa, em Paro.

Conforme seguimos pelos rincões do Butão, as recepções vão ficando menores e as acomodações mais rústicas, com quartos de madeira, por exemplo, em Bumthang, no Rinchenling Lodge. Até lá, você tem TV a cabo e Wi-Fi no quarto, como no Vara Hotel, em Punakha. Mas fique tranquilo que o aquecedor, secador e máquina de café e chá estão garantidos em todas as paradas.

Isso é claro, sem contar, as lindas paisagens montanhosas, principalmente nos hotéis mais ao interior, que você terá todos os dias quando acordar. Vale lembrar que todos estes hotéis são três estrelas, o que para o padrão de qualidade do Butão, onde o acesso é bastante controlado e a experiência praticamente privativa, é perfeito!

Rinchenling Lodge

Deixe que a Pisa Trekking cuide da sua viagem e você só vai precisar se preocupar em relaxar. Inclusive, se preferir uma hospedagem ainda melhor, é só contatar nossos atendentes.

Agora que você já está expert em Butão, esperamos que você encontre a fórmula da felicidade com esse povo tão carismático. E para não precisar se preocupar com nenhuma das burocracias (que são muitas!) e fazer uma viagem confortável e segura, conte com os serviços da Pisa Trekking. Especialistas em ecoturismo, nós oferecemos diversos roteiros no Brasil e no mundo. Confira aqui nossos pacotes para o Butão e boa viagem!

 

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