Diamantina: Onde fica, quando ir, o que fazer?

Diamantina une o que o interior do Brasil tem para oferecer de melhor: história, cultura e natureza. Fundada no século XVIII, a cidade já foi o polo mundial de extração de diamantes. Hoje, porém, esse vilarejo histórico se destaca pela sua arquitetura colonial, boa gastronomia e acesso a rios e cachoeiras. A seguir, o Blog Vida ao Ar Livre te conta tudo sobre Diamantina.

Onde fica e como chegar em Diamantina?

A cidade de Diamantina está localizada em Minas Gerais, a cerca de 300 km de Belo Horizonte. Com uma população estimada em apenas 48 mil habitantes, ela chega a receber 150 mil turistas todos os anos, atraídos por seu charme bucólico e pelos seus atrativos naturais.

Diamantina foi construída no início do século XVIII, quando era conhecida como Arraial do Tijuco, devido ao córrego de mesmo nome que corria por lá. Foi em 1729 que ela ganhou destaque nacional, se tornando a principal lavra de diamantes do mundo ocidental na época. Em 1999, a cidade foi elevada à categoria de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Para chegar a Diamantina partindo de São Paulo, é possível pegar um voo ao Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, e seguir de carro até a cidade, em um percurso que dura entre 4 e 6 horas. Também é possível pegar um ônibus partindo da capital mineira, em uma viagem que dura de 5 a 6 horas.

Quando ir a Diamantina?

Em geral, a melhor época para visitar Diamantina é no período de seca, que vai de abril a setembro, permitindo que as caminhadas pelas ruas da cidade e os passeios às cachoeiras locais não sejam prejudicados. Quem deseja ver um grande volume de água nas quedas d’água deve, inclusive, optar pelos meses de abril e maio, tendo em vista que à medida que a seca avança, o volume de água diminui.

Nessa época, as temperaturas chegam a mínimas de 12ºC e a máximas de 26ºC. Outra vantagem do período de abril a setembro é o festival musical conhecido como Vesperata, que ocorre em finais de semana pré-definidos. Durante o evento, os músicos se posicionam nas varandas das construções coloniais, em uma espécie de “serenata ao contrário”, e se apresentam ao público dessa forma, à noite.

O que fazer em Diamantina?

Os principais pontos turísticos de Diamantina estão localizados em seu centro histórico, sendo possível conhecer todos eles em apenas dois dias. Por outro lado, é preciso notar que os horários de funcionamento nem sempre são rígidos, e que muitos atrativos costumam permanecer fechados de segunda a quarta-feira.

  • Igrejas

A Catedral Metropolitana de Diamantina marca o coração do centro histórico da cidade, tendo sido construída, em 1933, no lugar da antiga Igreja Matriz de Santo Antônio, que data do século XVIII. Apesar de ser um importante monumento da região, a sua arquitetura é um tanto simples, ficando à mercê de outras igrejas mais majestosas.

Esse é o caso da Igreja São Francisco de Assis, também construída no século XVIII, que tem uma localização privilegiada ao permitir uma vista panorâmica da cidade. É lá onde foi enterrada a escrava alforriada Chica da Silva, e o seu interior abriga pinturas de José Soares de Araújo e Silvestre de Almeida Lopes, dois grandes nomes da arte sacra mineira.

A principal igreja da região, porém, é a Igreja Nossa Senhora do Carmo, que foi financiada pelo contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira e construída na mesma época. O seu interior é marcado por obras de artistas de destaque como o Aleijadinho, e possui um órgão que funciona até hoje.

  • Museus

Além das igrejas, outros atrativos que fazem sucesso com os turistas são os museus. O Museu do Diamante, por exemplo, reúne arte sacra, armamentos, instrumentos de tecelagem, fotografias, balanças de pesagem de ouro e, é claro, alguns diamantes, sendo um importante acervo histórico da região.

A Casa de Juscelino Kubitschek, ex-presidente da república brasileira, também é um monumento importante. O político viveu sua infância e adolescência na residência, e hoje ela abriga fotos, documentos e objetos referentes à sua história, além de réplicas de ambientes da época do ex-presidente, como o consultório médico onde ele atendia seus pacientes.

A Casa da Chica da Silva, por sua vez, é um dos mais bem preservados casarões históricos da cidade. Lá, a ex-escrava viveu com seu amante, o contratador João Fernandes de Oliveira. A casa possui cômodos amplos, jardins, varandas e até uma capela anexa, da qual resta apenas o portal. No seu interior, foram mantidos móveis da época e obras de arte que retratam Chica da Silva.

Foto: Instituto Brasileiro de Museus

  • Natureza

O Parque Estadual de Biribiri é o destino ideal para quem busca sossego e contato com a natureza na região. Localizado no meio da Serra do Espinhaço, ele está inserido no bioma de cerrado, e possui uma fauna bastante diversificada, incluindo espécies em risco de extinção, como o lobo-guará e a onça-parda.

A Cachoeira dos Cristais e a Cachoeira da Sentinela são os principais atrativos para quem quer se refrescar em meio às águas diamantinenses. A primeira, apesar de apresentar uma queda d’água de baixa altura, possui um poço excelente para banho e é considerada uma das cachoeiras mais belas da região. Já a segunda possui dois níveis diferentes que podem ser aproveitados para banho, sendo que o mais alto oferece uma vista panorâmica belíssima.

Além das cachoeiras, o parque também abriga pinturas rupestres, vinhedos com opção para degustação de vinho, e a vila de Biribiri, onde há casas que serviam de moradia para funcionários de uma antiga fábrica de tecidos que funcionava lá. Hoje, ela encanta turistas com as suas paisagens bucólicas e gastronomia tradicional.

Fora de Biribiri, se destaca a Gruta do Salitre, um relevo rochoso formado por quartzito, que mais parece uma catedral gótica por conta do seu traçado. Além de ser um dos locais mais visitados por turistas, ela também costuma abrigar eventos musicais por conta de sua ótima acústica.  

  • Gastronomia

A região também é famosa pela sua produção de queijo artesanal e gastronomia que valoriza os ingredientes produzidos localmente, como carne de sol, requeijão moreno, quiabo, cachaça e jiló. 

Diamantina, inclusive, já recebeu mais de uma edição de um festival gastronômico que buscou ressaltar os melhores pratos locais que utilizavam ingredientes como esses. Assim, quem visita a região não deve esperar encontrar uma cozinha internacional e receitas inventivas, pois é a comida caseira e tradicional que prevalece.

Onde ficar em Diamantina?

Por ser uma cidade bastante turística, as opções de hotéis e pousadas em Diamantina são diversas. O Hotel Tijuco, por exemplo, é indicado para aqueles que buscam preço reduzido, mas ainda muito charme e tradição. Com um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, as instalações incluem 25 apartamentos amplos e confortáveis, sendo 15 de luxo e 10 standard.

Os apartamentos contam com banheiro privativo, frigobar, TV, telefone e ventilador, sendo que os de luxo apresentam varandas com vista panorâmica da cidade. A diária inclui café da manhã e WiFi gratuito. 

Foto: Hotel Tijuco

Outra opção é a Pousada do Garimpo, localizada a 800 metros do centro, que dispõe de piscina ao ar livre, jardim, sauna, terraço com vista panorâmica e sala de TV. A pousada possui duas unidades distintas, localizadas uma ao lado da outra, que oferecem quartos standard e suítes equipados com frigobar, ar condicionado, telefone e TV de tela plana.

Foto: Pousada do Garimpo

Por fim, uma opção mais requintada é a Pousada Relíquias do Tempo, que possui uma variedade de instalações de lazer: biblioteca, mesa de jogos de tabuleiro, piscina coberta, hidromassagem, sauna, terraço com vista panorâmica e mirante. As suítes se dividem entre colonial e contemporânea, e todas são equipadas com TV de tela plana e banheiro privativo. O café da manhã está incluso, e oferece bolos, broas, frutas, sucos, arroz doce, mingau, coalhada e o famoso pão de queijo de Minas Gerais.

Foto: Pousada Relíquias do Tempo - Facebook

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Um Comentário em: “Diamantina: Onde fica, quando ir, o que fazer?

  1. DIAMANTINA

    Essa terra preciosa
    Era a joia colonial.
    Sua riqueza valiosa
    Era cobiça imperial.
    Sua história graciosa
    É a testemunha real.

    Nem tudo foi flor,
    Nessa mineração.
    O escravo teve dor,
    Ao qual, peço perdão,
    Mas teve muito amor
    Com Chica e o Barão.

    O diamante foi riqueza,
    E restaram os sobrados,
    Igreja com sua beleza,
    Vesperata com dobrados.
    Nova Mykonos, com certeza,
    Deixa todos deslumbrados.

    Na história da educação
    É referência nacional.
    Seu estilo de construção
    É patrimônio mundial.
    O filho de maior projeção
    Deu ao Brasil sua capital.

    Autor: Sebastião Santos Silva de Urandi-Bahia

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